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O ministro Alexandre de Moraes determinou a realização de uma sessão extraordinária da Primeira Turma do STF na próxima quinta-feira (11) para acelerar o julgamento que deve condenar Jair Bolsonaro e sete aliados pela tentativa de golpe de Estado. A decisão reforça o compromisso do Supremo com a responsabilização dos autores do "Punhal Verde e Amarelo" - plano que incluía sequestro e assassinato de autoridades como Lula, Alckmin e o próprio Moraes.
A sessão extra ocorrerá entre as votações já marcadas para os dias 9, 10 e 12 de setembro, mostrando a prioridade máxima que o Judiciário dá ao caso. Na primeira fase do julgamento, o procurador-geral Paulo Gonet foi categórico: pediu condenação de todos os réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de golpe e atentado à democracia. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Os crimes incluem a elaboração da "minuta do golpe", documento que Bolsonaro conhecia e que previa medidas de exceção para reverter os resultados eleitorais de 2022. Também pesa sobre os acusados o envolvimento nos ataques de 8 de janeiro, quando golpistas destruíram sedes dos Três Poderes em Brasília.
A exceção é Alexandre Ramagem, que como deputado federal teve parte das acusações suspensas - benefício constitucional que não se estende a Bolsonaro e demais réus. O julgamento histórico representa o ápice de dois anos de investigações que comprovaram: a democracia brasileira foi atacada por seu próprio presidente, e agora a Justiça responde com rigor.
Com informações da Agência Brasil
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