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O presidente Lula reafirmou nesta sexta-feira (5) a posição histórica do Brasil de não se alinhar automaticamente a potências estrangeiras, declarando neutralidade no crescente conflito entre Estados Unidos e Venezuela. Em entrevista ao SBT, o presidente foi categórico: "O Brasil vai ficar do lado em que sempre esteve: do lado da paz". A declaração ocorre enquanto o governo Trump desloca 4.000 militares para o Caribe e oferece recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Nicolás Maduro.
Lula criticou a lógica belicista: "A guerra não leva a nada, a não ser à matança e ao empobrecimento". Defendeu o diálogo como única solução civilizada para conflitos internacionais: "Se tem divergência entre duas nações, não tem coisa melhor, mais barata, para se resolver do que sentar numa mesa de negociação e conversar". A postura contrasta com o alinhamento automático a Washington visto em governos anteriores.
A crise expõe interesses geopolíticos e econômicos profundos: a Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo (300,9 bilhões de barris), enquanto os EUA ocupam apenas a nona posição (48,5 bilhões). O Brasil, com 1% das reservas globais, posiciona-se como mediador independente, priorizando a soberania nacional e a integração sul-americana sobre interesses estrangeiros.
A posição de Lula reforça o multilateralismo e a tradição diplomática brasileira, que entre 2003 e 2016 tornou o país uma voz respeitada no cenário internacional. Ao resistir à pressão para se alinhar a Washington, o governo demonstra que a política externa brasileira voltou a priorizar o interesse nacional - não o de potências estrangeiras.
Com informações do Brasil247
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