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Em resposta firme às medidas protecionistas de Donald Trump, o presidente Lula declarou que os Estados Unidos "terão que negociar" com o Brasil e alertou que as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros prejudicarão principalmente os consumidores americanos. Em entrevista ao SBT nesta sexta-feira (5), Lula deixou claro que não fará concessões à política de intimidação de Washington, especialmente quando esta tenta interferir na soberania nacional e no julgamento de Jair Bolsonaro pelo STF.
"Se os Estados Unidos acham que seu presidente virou imperador e pode ditar regras para o mundo, vão ver o que pode acontecer", afirmou Lula, destacando que o povo americano é quem pagará a conta com preços mais altos. O presidente ironizou a falta de interlocução com Trump - "não passou da hora porque ele não quer conversar" - mas garantiu estar preparado: "No dia que Trump quiser negociar, ele tem um metalúrgico preparado para negociar".
A postura de Lula reflete uma mudança histórica na política externa brasileira: enquanto governos anteriores se curvavam a Washington, o atual governo trata com igualdade as potências internacionais. O presidente ainda criticou o condicionamento americano de que qualquer negociação dependa da suspensão do julgamento de Bolsonaro: "Cada um dá palpite no seu quintal, cuida do seu galinheiro, do nosso nós cuidamos".
A firmeza de Lula ocorre no momento em que o Brasil articula com outros BRICS uma resposta coordenada às medidas comerciais dos EUA. Enquanto Trump tenta isolar o país, o governo brasileiro fortalece alianças sul-americanas e diversifica parcerias, mostrando que o tempo da submissão acabou. A mensagem é clara: o Brasil não negocia sua soberania.
Com informações do SBT
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