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O presidente Lula reafirmou com determinação nesta sexta-feira (5) que o governo federal regulamentará as redes sociais "doa a quem doer", argumentando que as plataformas digitais não podem continuar sendo terra sem lei para disseminação de ódio e desinformação. Em entrevista ao SBT, o presidente deixou claro que a medida não se trata de censura, mas de aplicar ao ambiente digital as mesmas regras de civilidade que vigoram no mundo físico.
"O ódio não tem que ser estimulado. O que tem que ser estimulado é a paz, a harmonia, a tranquilidade. A boa convivência democrática", declarou Lula, respondendo indiretamente às críticas de Donald Trump. O presidente brasileiro foi enfático ao afirmar que "o Brasil regula todas as empresas, brasileiras ou estrangeiras, que estiverem no território nacional, porque a lei vale para todos" - clara mensagem às big techs norte-americanas que operam no país.
A posição firme de Lula ocorre num contexto de pressão internacional, com Trump usando as tarifas comerciais como retaliação às medidas do STF contra bolsonaristas e à futura regulação das plataformas. O advogado-geral da União, Jorge Messias, já havia alertado que o verdadeiro motivo da ira trumpista é o temor de perder o controle das big techs como instrumento de poder geopolítico.
O governo pretende intensificar a articulação com o Congresso para aprovar a regulação ainda este ano. A medida é vista como essencial para democratizar o acesso à informação e combater a escalada de violência política digital que marcou os anos Bolsonaro. Para Lula, trata-se de garantir que o progresso tecnológico não signifique regressão civilizatória.
Com informações do Brasil247
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