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A Advocacia do Senado protocolou pedido de prisão preventiva contra Ciro Gomes (PDT) por ataques misóginos e repetidos contra a prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT). O documento, encaminhado à Justiça Eleitoral do Ceará, alerta para risco de "reiteração de gravíssimas ofensas" que caracterizam violência política de gênero. Ciro insinuou que a prefeita teria "recrutado moças pobres para serviço sexual sujo" do ministro Camilo Santana - crime que se soma a anteriores onde chamou Janaína de "cortesã" e "assessora para assuntos de alcova".
A ação judicial destaca o padrão de assédio do ex-governador, que já havia sido proibido pela Justiça de repetir as ofensas em abril de 2024. Agora, a Advocacia argumenta que apenas medidas restritivas mais severas - como prisão, tornozeleira eletrônica ou afastamento obrigatório - podem coibir novos crimes. O juiz Victor Nunes Barroso determinou que a Polícia Federal investigue possível crime de stalking (perseguição) por parte de Ciro.
A defesa do ex-governador tenta classificar os ataques como "liberdade de expressão", mas a lei é clara: violência política de gênero é crime, não opinião. O caso expõe a misoginia enraizada na política tradicional, onde mulheres são atacadas em sua dignidade quando ousam ocupar espaços de poder. Janaína Farias, que já sofreu diversos episódios de assédio, representa justamente o que a velha política teme: mulheres competentes rompendo barreiras patriarcais.
Enquanto a direita bolsonarista pratica violência política aberta, Ciro Gomes mostra que setores da oposição supostamente "civilizada" também perpetuam o machismo estrutural. A possível prisão seria um marco na luta por uma política livre de assédio e misoginia.
Com informações do Brasil247
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