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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal mantém firme a tendência de condenação de Jair Bolsonaro e seu núcleo golpista pelo processo que apura a tentativa de golpe de 2022. Após oito horas de sustentações orais, fontes próximas ao julgamento indicam que a posição majoritária dos ministros não se alterou significativamente - Bolsonaro e o general Walter Braga Netto seguem rumo à condenação, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
O principal ponto de divergência entre os magistrados é a validade da delação premiada de Mauro Cid. Enquanto o ministro Luiz Fux manifestou reservas sobre a credibilidade do acordo, Alexandre de Moraes defende sua manutenção com ajustes. A PGR propõe substituir o perdão judicial por redução de até um terço da pena, mas mantendo o núcleo das acusações. As defesas de Bolsonaro e Braga Netto concentraram-se em atacar a colaboração, alegando coação e falta de provas materiais.
Independentemente do destino da delação, a acusação possui robusto arsenal probatório: mensagens, documentos como a "minuta golpista", e testemunhos que comprovam a articulação para manter Bolsonaro no power ilegitimamente. A PGR destacou que a denúncia não se baseia em "conjecturas frágeis", mas em registros deixados pelos próprios investigados.
O julgamento entra agora na fase decisiva de análise do mérito, com o relator Alexandre de Moraes consumindo pelo menos um dia inteiro para ler seu voto. Duas sessões extraordinárias foram marcadas para 11 de setembro, com previsão de conclusão até dia 12. Após a definição das culpabilidades, a Turma discutirá a dosimetria das penas - etapa que exigirá consenso entre os ministros.
Com informações da Folha de S.Paulo
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