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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), finalmente cedeu à pressão do governo e garantiu a votação do projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Em conversa com a ministra Gleisi Hoffmann nesta segunda-feira (8), Motta reiterou o compromisso de colocar em pauta uma das principais promessas de campanha de Lula, mas evitou definir prazo concreto - manobra que mantém a proposta refém da guerra política em torno da anistia a golpistas.
A demora na votação preocupa o Planalto, pois a medida precisa ser aprovada ainda este ano para valer em 2026, respeitando o princípio da anualidade tributária. Aliados do governo suspeitam que o relator Arthur Lira (PP-AL) - mesmo elogiado por Gleisi por seu "relatório muito bom" - esteja priorizando articular a anistia a Bolsonaro em vez do benefício popular. A visita recente de Lira ao ex-presidente preso alimenta essas desconfianças.
O impasse expõe o jogo duplo do Centrão: enquanto discursam em favor do povo, alguns líderes mantêm projetos populares reféns de negociatas golpistas. A isenção do IR beneficiaria diretamente milhões de trabalhadores, injetando recursos na economia familiar e cumprindo promessa central de Lula. Se aprovada, será uma vitória do povo; se arquivada, será prova definitiva de que alguns políticos preferem defender criminosos a ajudar brasileiros.
O governo já estuda editar medida provisória para acelerar o processo, mas isso travaria a pauta da Câmara por 45 dias - tempo precioso em ano eleitoral. A bola agora está com Motta: ou entrega a votação prometida, ou assume publicamente o papel de obstruidor de direitos populares.
Com informações do Valor Econômico
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