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Na mesma semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro (PL) e aliados por tentativa de golpe, o governo Lula (PT) intensificou a articulação política no Congresso. O objetivo é enfrentar a ofensiva da oposição, que pressiona pela aprovação de um projeto de anistia aos criminosos do 8 de janeiro.
O Planalto acionou a Frente Ampla no Congresso para impedir que o texto avance na Câmara, onde bolsonaristas contam com apoio do PL e de setores do Centrão. Caso o projeto passe pelos deputados, a estratégia do governo é contar com o Senado como barreira final contra a anistia.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou a posição do Executivo e lembrou que o STF já consolidou jurisprudência contrária ao perdão para crimes contra a democracia. “Nós não concordamos com a anistia, além do que ela é inconstitucional”, afirmou.
Do outro lado, a oposição aposta na força do Congresso. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse acreditar que o projeto pode ser aprovado com maioria expressiva em ambas as Casas. Segundo ele, se o texto passar com larga vantagem entre os deputados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), terá dificuldades políticas para barrar a tramitação.
A expectativa da extrema-direita é usar o timing do julgamento de Bolsonaro no STF como combustível para ampliar a pressão pela anistia. A Corte analisa desde esta terça-feira (9) a denúncia que acusa o ex-presidente e mais sete cúmplices de arquitetar um golpe de Estado para impedir a posse de Lula em 2023.
Com informações do Brasil 247
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