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O ministro Alexandre de Moraes não poupou críticas ao ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira durante o julgamento da tentativa de golpe, classificando como "uma das mais esdrúxulas e vergonhosas notas" da história brasileira o documento emitido pelo militar em novembro de 2022 sobre as urnas eletrônicas. Em votação histórica, Moraes detalhou como a nota - publicada um dia após as Forças Armadas entregarem relatório atestando a lisura das eleições - seguiu ordem direta de Bolsonaro para alimentar artificialmente a narrativa de fraude.
"O relatório das Forças Armadas era claro: não havia irregularidades. Mas por determinação do líder da organização criminosa, Paulo Sérgio emitiu nota dizendo que ’embora não tenha apontado, também não exclui a possibilidade de fraude’", destacou Moraes. "Vergonhosa a conduta. Seria só vergonhosa se não fosse criminosa". A manobra ocorreu para justificar a manutenção dos acampamentos golpistas em frente a quartéis e obstruções de rodovias que já estavam sendo desmontadas por decisão judicial.
O ministro lembrou que foi necessária intervenção do STF para que a PRF - então sob comando de Anderson Torres - cumprisse sua obrigação de desbloquear estradas que impediam o transporte de medicamentos e alimentos. A nota criminosa de Paulo Sérgio servia exatamente para dar sobrevida artificial a protestos que já definhavam, alimentando a chama golpista que culminaria no 8 de Janeiro.
O caso expõe o uso instrumental das Forças Armadas por Bolsonaro para fins políticos. Enquanto a técnica confirmava a segurança das urnas, a política distorcia os fatos para sustentar uma narrativa de ruptura. Por isso Paulo Sérgio responde no banco dos réus - não por equívoco, mas por crime contra a democracia.
Com informações do Brasil247
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