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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode se tornar o voto decisivo no julgamento que coloca Jair Bolsonaro e seus cúmplices da trama golpista contra a democracia no banco dos réus. Com dois votos já pela condenação, a posição de Fux nesta quarta-feira (10) é aguardada como determinante para selar a maioria da Primeira Turma.
Alvo de ataques diretos de Bolsonaro, Fux foi pressionado publicamente em 7 de setembro de 2021, quando o então presidente disse que caberia a ele “enquadrar” Alexandre de Moraes, sob pena de o Supremo “sofrer aquilo que nós não queremos”. Essa fala, lembrada por Moraes e Flávio Dino durante seus votos, expôs a tentativa explícita de intimidar a Corte.
Nos bastidores, ministros e advogados recordam que Fux não esqueceu as agressões. O magistrado já revelou que, na véspera do 7 de setembro de 2021, chegou a dormir dentro do STF temendo invasões. Ao mesmo tempo, ele também demonstrou reservas técnicas em outros momentos, como quando defendeu que Bolsonaro fosse julgado no plenário, não apenas nas turmas — argumento que alimenta esperanças entre bolsonaristas de que o julgamento não termine com unanimidade.
Apesar dessa postura cautelosa em questões processuais, aliados próximos garantem que, desta vez, não haverá pedido de vista nem manobras que atrasem a decisão. O julgamento seguirá até o fim e deve cravar o destino de Bolsonaro e do núcleo golpista, que pode enfrentar penas superiores a 30 anos de prisão.
Com informações do DCM
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