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Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam, nesta quinta-feira (11), o voto da ministra Cármen Lúcia, considerado decisivo e capaz de desmontar o discurso de Luiz Fux em defesa dos golpistas. Na sessão anterior, Fux afirmou não ter visto tentativa de golpe nos atos que envolveram Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus do núcleo da organização criminosa.
Entre colegas, há expectativa de que Cármen Lúcia apresente um voto firme, em sentido totalmente oposto ao de Fux, reafirmando a necessidade de proteger a democracia. A ministra tem histórico de posições duras contra ameaças institucionais e, quando aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), descreveu os atos golpistas de 8 de janeiro como “gravíssimos” e alertou contra a “máquina de desmontar a democracia”.
Na ocasião, Cármen frisou que golpes não se resumem a um único ato, mas a um processo contínuo: “Ditadura mata, vive da morte, não apenas da democracia, mas de seres humanos de carne e osso que são torturados e mutilados”, declarou. Sua posição reforça o compromisso de impedir que o Brasil repita tragédias institucionais como as de 1937 e 1964.
Enquanto isso, Fux se isolou ao tentar minimizar o crime. Em seu voto, chamou os ataques e ameaças golpistas de “bravatas”, “desabafos” e até “choro de perdedor”. Para ele, “turbas desordenadas” não teriam capacidade de afetar o funcionamento dos Poderes, o que ecoa a narrativa bolsonarista de tentar rebaixar a gravidade de uma tentativa real de golpe de Estado.
Com informações do DCM
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