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A inflação nos Estados Unidos registrou em agosto o maior avanço em sete meses, reflexo direto do tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos importados. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (11), mostram que a alta superou as previsões do mercado e pressiona ainda mais a já fragilizada economia americana.
De acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho, o Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,4% em agosto, após alta de 0,2% em julho. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 2,9%, o maior índice desde janeiro. Alimentos e moradia puxaram o aumento, enquanto carros usados, caminhões e passagens aéreas tiveram altas acima de 1%.
A chamada inflação “básica”, usada pelo Federal Reserve como referência por excluir itens mais voláteis, manteve-se em 3,1%. Economistas alertam que o impacto total das tarifas ainda não foi sentido e que a tendência é de novas altas nos próximos meses. “As evidências são contundentes de que mais inflação relacionada às tarifas está por vir”, disse Stephen Stanley, do Santander U.S. Capital Markets.
O cenário é um duro revés para Trump, que prometeu baixar rapidamente o custo de vida dos americanos. Sem entregar resultados, o presidente pediu “paciência” aos eleitores, mas enfrenta pressão crescente em meio à queda no emprego e no poder de compra.
A divulgação dos dados também foi cercada de polêmica. Trump demitiu a chefe da agência de estatísticas, Erika McEntarfer, após um relatório de empregos considerado fraco. Agora, o gabinete do inspetor-geral anunciou uma revisão nos processos de coleta e publicação de informações.
Enquanto isso, a desaceleração na criação de postos de trabalho e a redução da oferta de trabalhadores, agravada pela cruzada anti-imigração, preocupam o mercado. O Federal Reserve deve decidir na próxima semana se corta os juros para conter os efeitos da inflação e do desaquecimento no emprego.
Com informações do DCM
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