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Pesquisadores internacionais anunciaram uma descoberta impressionante: uma gigantesca reserva de água doce está escondida sob o fundo do mar, ao largo de Cape Cod, em Massachusetts (EUA). O aquífero pode se estender da região de Nova Jersey até o Maine e foi identificado em uma expedição científica de US$ 25 milhões, financiada por instituições americanas e europeias.
Os cálculos iniciais apontam que a reserva teria capacidade para abastecer uma cidade do tamanho de Nova York por até 800 anos. Embora não seja uma novidade absoluta — perfurações feitas pelo governo dos EUA nos anos 1970 já haviam revelado indícios —, desta vez os cientistas coletaram cerca de 50 mil litros para análise. O objetivo é entender se a água tem origem no derretimento de geleiras, em fluxos subterrâneos vindos do continente ou em uma combinação de ambos.
Apesar do potencial gigantesco, os desafios são imensos. Ainda não existe clareza sobre como retirar a água sem causar danos ambientais, quem teria direito de explorá-la e como transportá-la em escala até a costa. O achado surge em um momento em que a ONU alerta: em apenas cinco anos, a demanda mundial por água doce pode superar a oferta em 40%.
A crise hídrica não é uma projeção distante. Em 2018, a cidade de Cidade do Cabo, na África do Sul, quase ficou sem água. Nos Estados Unidos, o crescimento de data centers pressiona ainda mais o consumo hídrico, revelando a urgência de alternativas estratégicas.
Pesquisadores acreditam que não se trata de um caso isolado. Reservas semelhantes podem existir sob outras regiões do planeta, como o Havaí, Jacarta e a Ilha do Príncipe Eduardo. Isso abre novas perspectivas na luta contra a escassez de água, um dos maiores desafios globais do século.
Com informações do DCM
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