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O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), defendeu que a execução da pena de prisão de Jair Bolsonaro e a derrota da proposta de anistia são essenciais para encerrar o ciclo de impunidade que historicamente marca crimes contra a democracia brasileira. Em referência a editorial do jornal O Estado de S. Paulo intitulado "Bolsonaro, um cadáver insepulto", o parlamentar argumentou que não basta a derrota eleitoral e judicial do ex-presidente - é necessário garantir o cumprimento efetivo das penas.
Lindbergh alertou que a impunidade dos crimes da ditadura militar permitiu que figuras como Carlos Alberto Brilhante Ustra, Augusto Heleno e o próprio Bolsonaro continuassem assombrando a política nacional. Para o líder petista, anistiar Bolsonaro seria "vilipendiar a maior conquista civilizatória da sociedade brasileira" e abriria caminho para novos ataques à democracia.
A posição ecoa o editorial do Estadão que classificou a proposta de anistia como um "erro terrível" que geraria uma crise institucional ainda mais grave, já que a medida é inconstitucional e seria inevitavelmente barrada pelo STF e pelo presidente Lula.
O editorial do Estadão de hoje, intitulado “Bolsonaro, um cadáver insepulto”, mostra que Jair Bolsonaro já foi derrotado nas urnas e agora também na Justiça. Mas não devemos enterrar o passado golpista: é preciso cumprir e executar as penas para que o ciclo de impunidade se…
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) September 13, 2025