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Após a condenação de Jair Bolsonaro e de sete de seus comparsas pela tentativa de golpe de Estado, o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para novas etapas que devem manter a Corte sob os holofotes. Além da análise de outros núcleos golpistas, cresce a expectativa de que o ex-presidente finalmente seja transferido para o regime fechado, medida que pode acirrar a fúria da extrema-direita.
Nos próximos meses, avançam os julgamentos do chamado “grupo 4”, núcleo da desinformação, já com pedidos de condenação feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Também seguem em fase de alegações finais os processos contra os “kids pretos” e o núcleo “operacional”, que envolve figuras como Filipe Martins e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques. A Primeira Turma, presidida por Cristiano Zanin e relatada por Alexandre de Moraes, comandará esses casos.
Apesar do cenário turbulento, a partir de 2026 a expectativa é de menor atrito político no tribunal, com a posse de Edson Fachin na presidência do STF. Fachin já anunciou que pretende dar mais discrição à Corte, retomando debates sobre um código de conduta para magistrados e afastando o tribunal das disputas políticas diretas, em linha com o estilo firme e reservado da ex-ministra Rosa Weber.
Ainda assim, episódios de grande repercussão continuarão. Eduardo Bolsonaro, indiciado pela Polícia Federal por coagir autoridades, pode virar réu junto com o pai. O risco de Bolsonaro ser mandado à Papuda também gera tensão, além de disputas no Congresso sobre emendas e tentativas de anistia a golpistas condenados.
Ex-ministros do STF reforçam que a Corte tem mostrado resiliência. Para Celso de Mello, o Supremo atua com “dignidade institucional” diante das pressões, enquanto Ayres Britto lembra que ataques fazem parte da história do tribunal. Já Luiz Fux se isolou ao votar pela absolvição de Bolsonaro, tornando-se voz destoante em um placar de 4 a 1. A tendência é que siga como revisor crítico nos próximos julgamentos, papel que pode ser explorado pela defesa do ex-presidente.
Com informações do DCM
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