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Um levantamento da Anti-Defamation League (ADL) escancarou a realidade da violência política nos Estados Unidos: nos últimos 20 anos, 371 assassinatos foram cometidos por integrantes de grupos extremistas, e a esmagadora maioria tem ligação direta com a extrema direita. Do total, 347 autores — 93% dos casos — estavam associados a esse espectro ideológico.
A maior parte dos homicidas, 262, integra o movimento supremacista branco, responsável por ataques terroristas, crimes de ódio e execuções motivadas por ideologia racista. O restante se distribui entre correntes conspiracionistas e antigoverno, como os chamados “cidadãos soberanos”, que contestam a legitimidade do Estado.
Em comparação, os números ligados a outros grupos são residuais. Apenas nove assassinatos foram atribuídos a indivíduos da extrema esquerda e 15 a militantes islamistas, percentuais irrelevantes diante do predomínio da violência de matriz ultradireitista.
Os motivos dos crimes são diversos, mas quase sempre atravessados pelo fanatismo e pelo ódio. Há desde massacres com motivação política até disputas ligadas ao tráfico e ao crime organizado. Entre as vítimas, estão integrantes de minorias raciais e religiosas, mas também policiais e agentes da lei.
Apesar da gravidade, muitos desses casos passam despercebidos pela imprensa, que só costuma dar destaque a massacres em massa. A subnotificação reforça o ambiente de invisibilidade em torno da violência de extrema direita, que continua crescendo e ameaçando a democracia americana.
Com informações do DCM
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