Em ato político superlotado, cutistas lançam a chapa Somos Fortes, Somos CUT

Portal Plantão Brasil
23/7/2015 00:25

Em ato político superlotado, cutistas lançam a chapa Somos Fortes, Somos CUT

Em uma noite marcante não só para o movimento sindical cutista mas também para a esquerda do estado do Rio de Janeiro foi lançada oficialmente, na noite desta sexta-feira, 17 de julho, a chapa Somos Fortes, Somos CUT - Marcelinho presidente.

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249 visitas - Fonte: Plantão Brasil

O auditório do Sindicato dos Bancários estava superlotado por bancários, moedeiros, trabalhadores em telecomunicações, professores, enfermeiros, trabalhadores do setor elétrico, engenheiros, petroleiros, trabalhadores da construção civil, radialistas, dentre outras categorias representadas por dirigentes e ativistas sindicais.



Além de fortemente representativo das entidades filiadas à CUT no estado, o ato contou com a presença da juventude do Partido dos Trabalhadores, além de um sem número de militantes e dirigentes do partido. Coube a Vítor Carvalho, dirigente sindical petroleiro e integrante da direção Executiva da CUT Nacional, a função de mestre de cerimônia do evento.



Em seu discurso de candidato, Marcelinho falou do orgulho da sua trajetória profissional e política, como bancário da Caixa Econômica Federal e dirigente do Sindicato dos Bancários e da CUT-RJ. Antes de adiantar pontos do projeto de sua chapa para a CUT-RJ, ele falou das suas andanças pelo país realizando eleições sindicais e da experiência à frente do Comitê dos Trabalhadores Dilma Presidenta, nas eleições do ano passado.



- É fundamental a solidariedade classista e política entre os sindicatos. O compromisso dos sindicatos com as oposições cutistas e com as lutas e enfrentamentos travados por outras entidades não podem ser limitar ao apoio político e material. Nossos sindicatos têm que estar na dianteira dessas lutas, têm que mostrar a cara. Em relação à futura direção da CUT-RJ, considero fundamental que a Executiva seja composta por companheiros que possam se dedicar à CUT em tempo integral. A CUT precisa disso. A classe trabalhadora precisa disso – conclamou Marcelinho.



O candidato fechou a sua fala lembrando que a paridade de gênero nas direções cutistas, a vigorar já partir da direção eleita no próximo congresso da central, é a mais ousada experiência política no sentido do



empoderamento das mulheres já verificada no Brasil. Em seguida, convocou todas as mulheres presentes para uma fotografia.



Antes, Marcelinho chamara ao palco o atual presidente da CUT-RJ, Darby Igayara, a quem fez questão de homenagear: “É muito difícil para qualquer um presidir a CUT-RJ depois do Darby. Ele colocou a CUT nas ruas e é exemplo de dirigente abnegado e comprometido. Muitas vezes sozinho, Darby conseguia estar presente num só dia em várias cidades do estado, tocando as lutas dos trabalhadores”, afirmou.



O secretário de Movimentos Populares do Partido dos Trabalhadores, Birigu, leu uma mensagem de apoio de Washington Quaquá, presidente do PT no estado, à candidatura de Marcelinho à presidência da CUT-RJ. Quaquá enfatizou que os tempos difíceis em que vivemos impõe a necessidade de ter à frente da CUT-RJ alguém com o perfil de Marcelinho, “forjado nas lutas e não nos gabinetes.”



Já a anfitriã Adriana Nalesso, presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, destacou o fato de Marcelinho ser o mais preparado para fazer avançar as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras no estado. Adriana denunciou o cerco da mídia contra os sindicatos, o PT e o governo. “Nosso governo tem erros sim, mas não vamos permitir um golpe contra ele. Mas temos que avançar em muita coisa. O sistema tributário, por exemplo, é muito injusto, pois penaliza dos trabalhadores, mas não taxa as grandes fortunas nem os ganhos do capital financeiro”, criticou.



Na sequência, a dirigente do 1ª Zonal do PT do Rio, Cláudia Le Coque, falou das lutas políticas e eleitorais que travou ao lado de Marcelinho, enquanto Aniely, da juventude do PT, elogiou Marcelinho por ter aberto a CUT para a juventude.



O deputado federal Whadi Damous, do PT, focou a importância da mobilização dos trabalhadores para derrotar a onda conservadora.



- Só a organização e a luta da sociedade, dos trabalhadores e do movimento sindical podem barrar o retrocesso patrocinado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que tem a coragem até de repetir votações nas quais ele é derrotado, como foram os casos da proibição do financiamento empresarial de campanhas e da redução da maioridade penal. Por isso, me considero um soldado da candidatura do Marcelinho à presidência da CUT-RJ – disse o deputado petista.



Muito aplaudido, o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, fez uma vigorosa defesa da Petrobras, que hoje é atacada violentamente pelos que não se conformam que, com o pré-sal, o Brasil possa em breve ditar o preço do barril do petróleo e o ritmo de produção em escala mundial. “Se meia-dúzia de filhos da puta roubaram a Petrobras, devem ir para a cadeia. Mas os trabalhadores e a empresa não têm nada a ver com isso”, defendeu Zé Maria, que também homenageou Darby e elogiou a candidatura de Marcelinho para a presidência da CUT-RJ.



Darby apontou o rápido crescimento político de Marcelinho e o fato de sua candidatura à presidência da CUT-RJ ser consequência dessa evolução.



- Marcelinho nunca pleiteou a candidatura à presidência da central. Mas sua atuação em todas as lutas da CUT, e também nos bastidores, o cacifaram para esse desafio. Tenho certeza de que sua energia e juventude serão fatores muito importantes para que a nossa CUT possa seguir em frente e avançar rumo a mais conquistas para a classe trabalhadora, mesmo numa conjuntura de tantas dificuldades – afirmou o presidente da CUT-RJ.



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