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Em outras palavras, os chefes do legislativo federal e de seu órgão técnico estão envolvidos em escândalos de corrupção. Os negócios escusos dessa trupe são pesados e envolvem formação de quadrilha, remessa de dinheiro ilegal para o exterior, tráfico de influência, etc, etc, etc.
Vamos falar um pouco desse triunvirato do legislativo federal.
Cunha, que dizia comandar um pelotão de súditos dispostos a tudo, inclusive rasgar a Constituição Federal a fim de honrar duplicatas de campanha e também fuzilar a Presidenta Dilma, percorre labirintos para salvar o mandato e o cargo, isso depois de ter sido acusado de achacar um empreiteiro para conseguir uns míseros dólares, coisa de U$ 5 milhões!
E o empreiteiro ainda indicou para o MPF e a PF os caminhos que deveriam seguir para rastrear o dinheiro do achaque. Confesso, fiquei aturdido com a atitude da Globo, que ainda insiste em preservar o Cunha. O jornalismo “investigativo” dos Marinho não anda infernizando a vida do presidente da Câmara.
Por menos do que isso, Lula anda sendo caçado pela Globo. Em qualquer democracia moderna, o escândalo que se abateu sobre Cunha já teria lhe custado a cabeça. Mas em nossa República, cuja elite é arrogante e nossos políticos, quando acusados de corrupção, costumam acusar os outros, tudo pode, tudo é permitido, desde que você faça parte da plutocracia!
Renan é pródigo em escândalos. Em 2007, ele renunciou ao cargo de presidente do Senado, depois de ser acusado de receber R$ 16,5 mil da empreiteira Mendes Junior como pagamento de pensão de sua filha com a jornalista Mônica Veloso.
Imaginem, Renan terceirizou o pagamento da pensão alimentícia, algo inédito entre seus pares! Em 2013, Renan foi alvo de várias denúncias, inclusive de usar “laranjas” para a aquisição de rádio em Alagoas. Resultado dessas denúncias? Renan foi eleito novamente presidente do Senado em 2015. É a quarta vez que preside aquela Casa Legislativa. Ninguém segura o homem. Será que a Lava Jato e o MPF darão um basta em seus desmandos?
Aroldo Cedraz é o atual presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). Seu filho, Tiago Cedraz, foi acusado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, de receber R$ 50 mil mensais para ter acesso a informações privilegiadas junto ao TCU. Tiago Cedraz, segundo reportagens, atuava com uma banca de advogados junto ao TCU.
Em nove anos de atuação como advogado, Cedraz, o filho, acumulou uma fortuna de R$ 13 milhões somente em imóveis. Agora, depois das denúncias, alguns ministros do TCU querem destituir Cedraz, o pai, da presidência do órgão. E o que acontecerá com o filho e seu escritório de advocacia? Ninguém sabe! E o que acontecerá com a sua fortuna amealhada ao longo desses anos junto ao TCU? Ninguém sabe!
Agora, veja, pesam contra os três denúncias de formação de quadrilha, branqueamento de capitais, corrupção ativa, etc, etc, etc. Todos estão envolvidos direta ou indiretamente em casos de corrupção na Operação Lava Jato. Que acontecerá com essas três figuras? Será que irão renunciar ao cargo? Não sei.
Sei que membros de nossa plutocracia, encabeçada pela Rede Globo, aguardam com certa comiseração os novos líderes do Congresso, caso, em alguma hipótese, Cunha, Renan e Cedraz sejam enforcados pela Lava Jato. Há no legislativo federal várias moscas iguais a eles. Você mata três e surgem outras no lugar. Na maioria das vezes com o mesmo perfil, com a mesma indiferença em relação à corrupção e com a mesma gula sobre o dinheiro público.
Eu sou a mosca!
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