Cuba tem médico a cada 4 quadras, diz brasileiro que cursa medicina no país

Portal Plantão Brasil
24/10/2015 13:31

Cuba tem médico a cada 4 quadras, diz brasileiro que cursa medicina no país

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Filho de uma militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) de São Paulo, Angelo de Oliveira Teodoro, 25, mudou-se para Cuba para estudar medicina. Aluno de escola pública, Teodoro prestou vestibulares para ingressar em universidades brasileiras, mas sem sucesso.



A oportunidade de estudar surgiu graças a um convênio do MST com a Elam (Escola Latino-Americana de Medicina), do país de Fidel Castro, que destina um número de vagas na instituição aos brasileiros. Prestes a entrar no quarto ano do curso, Teodoro lista as diferenças entre o sistema de saúde cubano e o brasileiro.



Uma das principais disparidades é a quantidade de médicos disponíveis para a população. "Em Cuba, cada médico é responsável, em média, pelo atendimento de quatro quadras, ou seja, o profissional conhece toda a população que vive naquele local e sabe os problemas de saúde dos pacientes que atende", afirma.



Arte UOL

Saiba qual a proporção de médicos em cada Estado e o panorama em outros países



Veja o infográfico

Em entrevista ao UOL, o estudante, natural de Teodoro Sampaio (a 660 km de São Paulo), conta sobre o funcionamento da universidade cubana, o atendimento nos postos de saúde e a solidariedade dos médicos da região:



UOL - Como surgiu a oportunidade de estudar medicina em Cuba?

Angelo de Oliveira Teodoro - Já tinha prestado vários vestibulares aqui no Brasil, mas infelizmente nenhum deu certo. A oportunidade surgiu, pois minha mãe é militante do MST e o movimento tem convênio com a Elam. Depois de me inscrever, fiz uma prova na embaixada de Cuba sobre conhecimentos gerais e passei por uma entrevista. São etapas eliminatórias em que eles avaliam currículo e histórico escolar para saber se a pessoa está apta para cursar medicina lá.



UOL - Qual o critério para ser aprovado na Elam?

Teodoro - A faculdade tem convênio com mais de 113 países e o principal critério para conseguir uma vaga é não ter condições financeiras para pagar por um curso de medicina. O curso na Elam, bem como a moradia, alimentação e livros são gratuitos e a faculdade ainda dá uma bolsa de 100 pesos cubanos mensais, que lá equivale a US$ 5. O custo de vida é bem baixo e dá para viver com a bolsa, pois as necessidades básicas já são oferecidas pela instituição.



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