1111 visitas - Fonte: Sputinik News
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A nova troca de farpas entre Pequim e Washington se deu após o comandante das Forças Armadas dos EUA no Pacífico, almirante Harry Harissa, ter declarado nesta terça-feira (3), em Pequim, que os EUA continuarão com suas operações "onde e quando quiserem" em conformidade com o direito internacional, destacando que o mar da China do Sul não é uma exceção nesse sentido.
"Eles [EUA] insistem em transitar seus navios por águas adjacentes a ilhas pertencentes à China para mostrar sua força sob o pretexto da liberdade de navegação. Esta é uma provocação descarada" – disse a porta-voz oficial do ministério chinês das Relações Exteriores Hua Chunying ao comentar a declaração do almirante americano.
"Junto à sua crescente presença militar no mar do Sul da China e a constantes exercícios militares com seus aliados, os EUA estão especulando sobre o tema da chamada militarização no mar do Sul da China e insistem para que a China não instale infraestruturas de defesa em seu próprio território. É uma tentativa de privar a China do direito de se defender como um Estado soberano" – acrescentou Chunying.
Ela destacou ainda que o reforço da presença militar dos EUA no mar do Sul da China é simplesmente "um pretexto para a estratégia de alguém para mudar o equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico".
Hua Chunying frisou ainda que a China está determinada em defender sua soberania, segurança e interesses legítimos.
"Nós darem uma resposta definitiva à provocação deliberada por parte de qualquer país" – declarou a porta-voz da chancelaria chinesa.
A tripulação do destróier Shenyang que chegou em Vladivostok juntamente com seis outros navios de guerra chineses para a segunda fase da Cooperação Naval 2015.
© SPUTNIK/ VITALIY ANKOV
China avisa EUA: mais uma provocação pode causar guerra
Na semana passada, o contratorpedeiro USS Lassen invadiu águas territoriais da China ao se aproximar das ilhas Spratly. O ocorrido provocou um forte descontentamento das autoridades chinesas, que chegaram a ameaçar os EUA militarmente caso ações parecidas se repetissem.
A China considera as Ilhas Spratly como seu território e por isso pensa que os EUA prejudicam a soberania e segurança do seu país. Os EUA dizem que vão continuar patrulhando as águas, se considerarem que isso está em conformidade com o direito internacional.
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