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Acidente matou Eduardo Campos e mais seis pessoas em 2014
A classe política é unânime em reconhecer que a morte de Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral de 2014, representou a perda de um político com futuro promissor, que despontava como forte candidato à Presidência em 2018. Essa unanimidade, porém, poderia ruir se o líder pernambucano fosse confrontado em vida com as investigações da Operação Lava-Jato.
Campos construiu sua trajetória em Pernambuco, herdando a força política do avô Miguel Arraes e comandando com mão de ferro o PSB. Na campanha de 2014, tentou levantar a bandeira da esperança, aliada à ética na política, reforçada pela imagem da ex-senadora Marina Silva, vice em sua chapa.
Conhecido como negociador hábil e duro, Campos teria de usar essas habilidades para enfrentar as denúncias de delatores da Lava-Jato, que dizem ter repassado a ele milhões de reais em propina por contratos da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em Pernambuco.
O executivo da Camargo Corrêa, Dalton Avancini afirmou, em maio do ano passado, que a empreiteira pagou R$ 8,7 milhões em propina para a campanha do socialista ao governo de Pernambuco. Segundo ele, isso aconteceu por meio de um contrato fictício com a empresa Master Terraplanagem junto ao consórcio CNCC, da Refinaria Abreu e Lima, liderado pela Camargo Corrêa.
O doleiro Alberto Youssef também afirmou ter repassado propina para Campos.
Essas suspeitas dificilmente serão esclarecidas, e a morte de Campos deixou órfãos políticos.
O PSB, desde então, não conseguiu usufruir do protagonismo que ganhou desde as eleições municipais de 2012, quando chegou ao comando de cerca de 400 prefeituras e deu impulso à candidatura presidencial do pernambucano. Seu grupo no estado também se ressente de brilho político desde sua morte.
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