972 visitas - Fonte: Tijolaço
Vendo as duas “fotos de campanha” – a de Aécio em 2014 e a de Moro em 2016 – veio-me a ideia de falar dos homens de papelão.
Não porque façam “papelão”, porque isso é só consequência.
Mas pela matéria de que são feitos.
Macerada, esmagada, conformada, laminada e pronta e empacotar qualquer coisa, não lhes importa o conteúdo, que possa ser objeto dessa fria idolatria do boneco de papelão.
Não é, como tantas vezes eu pessoalmente vi e vivi, o contato do homem público com as pessoas, com o povão.
Não é uma via de mão dupla, onde o homem público alimenta as esperanças do povo porque absorve as esperanças deste povo e as encarna.
Não há carne nem sangue, é só uma fria lâmina de papelão.
É o produto da marquetagem: gente sem história, sem passado onde se contenham lutas, provações, conquistas.
É o Brasil cenográfico, onde nada é de verdade, mas até parece, visto assim nas fotos, na tevê, nos jornais.
E como num cenário, o que se passa ali é ficção, é roteiro previamente traçado, constantemente ajustado para ser o que puder ser de envolvente, de convincente, de ilusório.
E que faça o público cativo.
Cativo em todos os sentidos, envolvido pelo papelão dos homens moldados para contê-lo.
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