Para Delfim, grampo anulou efeitos da ida de Lula para o governo

Portal Plantão Brasil
22/3/2016 15:24

Para Delfim, grampo anulou efeitos da ida de Lula para o governo

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1110 visitas - Fonte: GGN

Jornal GGN - Delfim Netto, ex-ministro, acredita que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil teria o potencial de levar o PT a apoiar a presidente Dilma e convencer a base política a aprovar as medidas para o reestabelecimento do equilíbrio fiscal, mas que a divulgação dos grampos acabou tirando as chamadas 'condições norrmais de pressão e temperatura'.



Em sua coluna no Valor, Delfim diz que, a partir de agora, o tempo político será conduzido pelo processo de impeachment na Câmara dos Deputados, e também condicionado pelas próximas revelações da Operação Lava Jato, ambos "insensíveis à enorme urgência do "tempo" econômico", cada vez mais acelerado", afirma. Leia mais abaixo:



Do Valor



Pano rápido, por favor!



Delfim Netto



Mesmo os críticos mais tolerantes e com discreto viés pró­-governo estão perplexos com a sua falta de habilidade na condução de um processo político-econômico que se auto-alimenta e se agrava exponencialmente. Tudo lhe é adverso, mas é inútil insistir que não são consequências diretas de suas próprias ações.



Tentar construir a teoria que o Executivo é vítima de uma conspiração da "burguesia reacionária paulista" faz pouco da inteligência nacional e tem baixa probabilidade de êxito. Tentar estimular, artificialmente, um conflito com o Legislativo e o Judiciário é perigoso para a consolidação do sistema democrático. Felizmente, no comício do dia 18, em São Paulo, o ex-presidente Lula revelou, mais uma vez, o seu pragmatismo e a sua inteligência. Reincorporou a persona do Lula "paz e amor" que sabe ser a única compatível com o respeito às nossas instituições.



Tudo isso tem um ar abstrato, mas esconde uma formidável tragédia. Mesmo com o bom programa econômico proposto pelo ministro Nelson Barbosa e os quietos avanços da ação dos ministros Valdir Simão, Armando Monteiro e Kátia Abreu, o "sentimento" da sociedade é que o governo está paralisado, cuidando apenas da sua própria "salvação".



Em condições normais de pressão e temperatura, é provável que a nomeação do ex­-presidente Lula para a chefia da Casa Civil tivesse condições de levar o PT a apoiar Dilma e cooptar a "velha" base política para aprovar as medidas constitucionais propostas para restabelecer o equilíbrio fiscal estrutural, primeiro passo para voltarmos ao crescimento econômico e ao aumento do emprego.



Por quê? Primeiro, porque o PT sem Lula será sempre um pequeno partido reacionário controlado pelo funcionalismo público e pelo sindicalismo míope, que se opõem ao progresso tecnológico. Segundo, porque talvez ele tivesse condições (ainda que seja um pouco tarde) de recuperar a confiança do PMDB, que Dilma, imprudente e inutilmente, dividiu. Terceiro, porque teria condições de compor com os menores, mas agressivos, partidos da "esquerda". Quarto, porque os partidos de oposição (PSDB e DEM) viriam por gravidade, uma vez que não teriam condições de votar contra elas.



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