1785 visitas - Fonte: Brasil247
Sondagem da TV 247 sobre uso e porte de maconha e outras drogas, suscitada pela retomada da votação do tema no Supremo Tribunal Federal (STF) teve a maior adesão de todas as pesquisas realizada até hoje. Mais de 5 mil pessoas opinaram entre 7h e 16h deste sábado (24). O resultado: para 36%, o porte de maconha para uso próprio deve ser descriminalizado; para 30%, a maconha deve ser liberada, mas apenas para uso medicinal; 15% opinaram pela liberação da maconha e outras drogas. Com isso, 81% das pessoas ouvidas defendem maior liberdade no país em relação ao uso e porte da maconha. 19% escolheram a opção segundo a qual "todas as drogas devem continuar proibidas". Você ainda pode votar, clicando aqui.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, liberou nesta sexta seu voto no recurso que discute a constitucionalidade da criminalização do porte de droga para consumo próprio. Ele votará como sucessor do ministro Teori Zavascki, que havia pedido vista dos autos em setembro de 2015. O recurso tem repercussão geral reconhecida e a decisão terá de ser aplicada por todos os tribunais do país.
Já foram proferidos três votos: o do relator, ministro Gilmar Mendes, e os dos ministros Luiz Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Gilmar votou pela inconstitucionalidade da criminalização do porte de drogas para uso, sem restrição quanto às drogas. Barroso votou apenas para a descriminalização do porte de maconha e foi acompanhado por Fachin.
Mais de 200 pessoas, além de votarem na pesquisa da TV 247, quiseram registrar sua opinião sobre o assunto.
Para Fátima Mayumi Ioneda Hatano, a maconha e outras drogas devem ser liberadas, pois "a criminalização não inibe o uso clandestino. Criminosos enriquecem, se empoderam e perpetuam seus esquemas dentro das instituições, escravizando os toda uma população jovem, pobre e em estado de vulnerabilidade. O Estado os abandona e a sociedade civil os marginaliza. Esse círculo vicioso não tem fim, pois é muito lucrativo".
Lalo Arias tem a mesma opinião, e foi taxativo: "Quem regula o uso do meu corpo sou eu, não o Estado".
Roger Ioseabra defendeu que a maconha para uso próprio deve descriminalizada e explicou: "Se vermos a historia sobre a Maconha e seus efeitos a descriminalização tem de existir. O seu uso medical também deve ser regulamentado.Mas,principalmente , uma conscientização devera ser feita nos meios jovens sobre o uso de drogas e suas consequências".
Greisi Samuel defendeu a liberação da maconha para uso medicinal e revelou que conhece "pessoas que usam o canabiol para tratamento e o relato é de muitos benefícios, bem como o uso recreativo. E acredito que se legalizarem com alguns critérios será benéfico".
No outro polo, Nadiele Oliveira acredita que todas as drogas devem continuar proibidas, e argumenta: "O país vive esse momento terrível de violência por causa das drogas. Chega!! Na minha opinião tanto quem trafica quem usa deveria ser preso... seja maconha ou outra drogas...droga é droga...tudo leva a ruína de quem usa e de quem está próximo".
Suzete Cidreira defendeu assim a liberação da maconha e outras drogas: "Sou completamente a favor da liberação de todas as drogas. Evidentemente, que um país que faz essa opção tem de investir pesado em educação, principalmente aqui (imagina com essa onda obscurantista né rs), e sei que o Brasil está longe dessa preparação, mas votei assim para ressaltar o que penso, ou seja, que o investimento pesado em educação em troca do enfraquecimento do tráfico de drogas vale a pena".
Carlos Zanato defendeu não apenas a manutenção da proibição como a pena de morte: "Além de ser proibido o traficante deve ser preso julgado e condenado a morte e todos os seu bens confiscados".
Daniel F. Rocha apresentou uma opinião curiosa e bem humorada, ao defender que a maconha para uso próprio deve descriminalizada: "um tapinha, na boa, não faz mal a ninguém. Os neopentecostais é uma droga que deve ser criminalizada".
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