712 visitas - Fonte: Plantão Brasil
As recentes revelações do tenente coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF) têm causado grande agitação no núcleo bolsonarista, especialmente por ameaçarem a integridade de um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro. Estas informações, que vieram à tona por meio da colunista Bela Megale do jornal O Globo, expõem o funcionamento do chamado Gabinete do Ódio, uma estrutura informal acusada de disseminar fake news e promover ataques a opositores e instituições democráticas.
O Gabinete do Ódio, que supostamente operava ao lado do gabinete presidencial, é um dos focos da delação de Cid, que detalhou à PF as operações deste grupo e sua conexão com a família Bolsonaro. Tércio Arnaud Tomaz, apontado como líder formal do grupo e responsável pelas redes sociais do governo Bolsonaro, seria um dos executores das ordens de Carlos Bolsonaro para a propagação de conteúdo difamatório e incitação ao ódio.
Tomaz, que anteriormente trabalhou no gabinete de Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro, é descrito como um estrategista treinado para orquestrar as ações do Gabinete do Ódio. Mauro Cid também mencionou apoiadores e aliados do ex-presidente que ajudavam a disseminar as informações nos grupos de aplicativos, com a PF buscando evidências que comprovem a participação direta do clã Bolsonaro.
Em resposta às acusações, Carlos Bolsonaro recorreu às redes sociais para desacreditar a delação de Cid, utilizando uma reportagem da revista Veja que minimiza a força das acusações. No entanto, a tentativa de desviar a atenção das graves denúncias reflete a estratégia contínua do clã em mascarar a verdade e manipular a narrativa pública.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) November 5, 2023