481 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O presidente argentino, Javier Milei, enfrenta um desafio significativo com a primeira greve geral de seu governo, apenas 45 dias após sua posse. Convocada pela CGT e diversos movimentos sociais, a greve, que terá seu ponto central na Praça do Congresso, é uma resposta direta às medidas econômicas libertárias adotadas rapidamente por Milei, refletindo a insatisfação popular com as políticas de ajuste.
A paralisação, que durará 12 horas e afetará todo o país, coloca pressão sobre deputados e senadores para revisarem as ações do governo Milei. Por outro lado, a resposta da Casa Rosada às mobilizações tem sido marcada por ameaças de repressão, incluindo cortes salariais e ações judiciais, numa postura que lembra as medidas autoritárias frequentemente associadas ao governo Bolsonaro no Brasil.
O movimento conta com o apoio do peronismo na província de Buenos Aires, embora a presença do líder do PJ local, Máximo Kirchner, ainda seja incerta. Axel Kicillof, governador da província e crítico de Milei, confirmou sua participação na marcha, juntamente com outros líderes municipais.
Na véspera da greve, o Ministério da Segurança reiterou a aplicação do "protocolo antipiquetes", aumentando a tensão. Em contrapartida, o juiz federal de La Plata, Ernesto Kreplak, ordenou que as autoridades nacionais evitassem medidas para filmar ou interceptar pessoas em transportes públicos, numa decisão que ressoa com a defesa dos direitos civis.
As medidas repressivas do Executivo contra os protestos incluem ameaças de ilegalidade da greve e a criação de uma linha para denúncias de "extorsões", conforme reportagem do Página 12. Os funcionários públicos, por sua vez, afirmam que tais ameaças apenas fortalecem sua resolução de luta, demonstrando uma postura firme contra as políticas de Milei.
Com informações do Brasil 247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.