803 visitas - Fonte: Plantão Brasil
Durante o mandato de Jair Bolsonaro, a Agência Brasileira de Informações (Abin) foi utilizada de forma inapropriada para espionar Simone Sibilio, a então coordenadora da força-tarefa do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) que investigava os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Esta situação veio à tona através de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou uma operação da Polícia Federal (PF) contra Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin.
A Controladoria Geral da União (CGU) descobriu, durante as investigações, um resumo do currículo de Sibilio, que estava formatado de maneira similar a outros documentos falsos produzidos pela estrutura paralela da Abin. Esses relatórios apócrifos foram usados para fabricar narrativas falsas. Moraes destacou em sua decisão o claro uso da Abin para monitorar a promotora, sem esclarecer o objetivo final desse monitoramento.
Simone Sibilio, que assumiu a responsabilidade pelo caso em 2018, deixou a investigação em 2021, movida pelo medo e pela insatisfação com interferências externas, conforme reportado pela TV Globo. O caso Marielle Franco e Anderson Gomes continua sob investigação do MP-RJ, com a Polícia Federal também abrindo um inquérito para auxiliar nas investigações, a pedido do ex-ministro Flávio Dino.
Esta descoberta ressalta as preocupantes práticas antiéticas e ilegais durante o governo Bolsonaro, condenadas pela atual administração de Luiz Inácio Lula da Silva, evidenciando uma clara violação da privacidade e da legalidade.
Veja o vídeo:
Segundo as investigações, a Abin foi usada para monitorar de forma ilegal a promotora do caso Marielle Franco.
— Humberto Costa (@senadorhumberto) January 25, 2024
O que Bolsonaro tanto temia na apuração da morte de Marielle Santos? ??pic.twitter.com/msaBPm0pF7