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Na recente operação "Vigilância Aproximada" da Polícia Federal (PF), revelou-se que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo de Jair Bolsonaro, utilizou recursos para monitorar ilegalmente o ex-governador do Ceará e atual Ministro da Educação, Camilo Santana. A ação, considerada uma grave violação da privacidade e da ética, foi um dos muitos episódios suspeitos ocorridos sob a gestão de Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e atual deputado federal pelo PL-RJ.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em sua decisão, destacou o caso do gestor da Abin, Paulo Magno, que foi flagrado utilizando um drone para espionar a residência de Santana. Esse episódio, entre outros, indica a extensão do abuso de poder e da instrumentalização da Abin para fins políticos durante o governo Bolsonaro.
As investigações da PF revelaram a existência de uma estrutura paralela dentro da Abin, utilizada para monitorar autoridades públicas e cidadãos sem autorização judicial. Isso incluía invasões clandestinas à rede de telefonia e uso indevido de ferramentas de geolocalização. O objetivo dessas ações era político e midiático, buscando benefícios pessoais e interferências em investigações federais.
Alexandre Ramagem, amigo próximo da família Bolsonaro e figura central nesse esquema, foi impedido pelo STF de assumir a direção da PF em 2020 devido a preocupações sobre impessoalidade e moralidade. Eleito deputado federal pelo apoio bolsonarista em 2022, Ramagem agora enfrenta as consequências de suas ações na Abin.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu Ramagem, acusando a PF de perseguição política e criticando a falta de reação do Congresso Nacional. Este caso evidencia a necessidade de uma vigilância constante contra o abuso de poder e a manipulação de agências de inteligência para fins políticos.
Com informações de CArta Capital
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