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Durante seu mandato como ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, ex-juiz e atual senador, é acusado de ter tentado grampear Carlos e Flávio Bolsonaro, filhos do ex-presidente. As acusações, feitas pelo empresário e político Tony Garcia, emergem em meio às investigações sobre a espionagem ilegal promovida pela Abin no governo Bolsonaro. Garcia, que foi utilizado por Moro como agente infiltrado, alega que o objetivo de Moro seria chantagear o então presidente para garantir sua nomeação ao Supremo Tribunal Federal, empregando táticas semelhantes às usadas em Curitiba.
Moro, agora sob inquérito devido ao acordo de delação de Garcia, teria considerado a aquisição do sistema Pegasus de espionagem durante sua gestão no Ministério da Justiça, visando obter informações que pudessem comprometer os filhos do ex-presidente. Em publicação na plataforma social X (antigo Twitter), Garcia acusa Moro de empregar "arapongagem ilícita" para obtenção de informações e posterior chantagem, citando a portaria 157 como evidência do caráter criminoso do ex-ministro.
As acusações de Garcia abrangem uma suposta continuidade nas práticas de arapongagem de Moro, incluindo o caso do advogado Roberto Bertholdo, grampeado em 2005 sob ordens de Moro com o intuito de incriminar figuras do PT e José Dirceu. Garcia alerta sobre a obstrução da justiça e a corrupção do devido processo legal por parte de Moro e seus associados.
Veja a publicação de Tonu Garcia no X:
ATENÇÃO @MPFPGR @policiafederal e senhores ministros do@STF oficial
— Tony Garcia (@tonygarciareal) January 25, 2024
A portaria 157 assinada por @SF_Moro qdo Ministro da Justiça são
DIGITAIS INEQUÍVOCAS de sua personalidade criminosa fascista. Ele
sempre usou de
ARAPONGAGEM ILÍCITA para obter informações e posteriormente… pic.twitter.com/QOG4HrQVXY