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Uma recente operação da Polícia Federal na sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em Brasília, resultou em um confronto direto entre a cúpula da agência e os agentes da PF. A tensão escalou quando Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da Abin, convocou uma reunião de emergência durante a operação. Corrêa criticou as unidades da agência que cooperaram com a investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da PF, demonstrando irritação com o que ele chamou de "bandalha".
A operação visava investigar as ações de espionagem do grupo liderado por Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro e atual deputado federal. Esse grupo, conhecido como "Abin Paralela", é acusado de realizar inteligência não oficial contra adversários de Bolsonaro.
Durante a busca, a diretoria da Abin resistiu a fornecer materiais solicitados pela PF, alegando falta de autorização específica. Em resposta, a PF expediu novos mandados judiciais, incluindo uma cláusula que prevê prisão em caso de obstrução.
Além disso, a busca no Comando de Aviação Operacional (Caop) da PF, comandado até recentemente por Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho, suspeito de integrar a "Abin Paralela", levou à descoberta de documentos queimados. A PF está investigando a natureza desses documentos.
Agentes da PF também encontraram indícios de patrimônio incompatível com a renda de policiais federais envolvidos, sugerindo um possível desvio da verba secreta da Abin.
Em resposta, a Abin declarou que está colaborando com as investigações sobre "eventuais irregularidades" no uso de ferramentas de geolocalização entre 2019 e 2021, reafirmando seu compromisso com a apuração rigorosa dos fatos.
Com informações do Brasil247
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