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Uma reportagem do jornal britânico The Guardian revelou que Fatou Bensouda, ex-procuradora do Tribunal Penal Internacional (TPI), foi alvo de ameaças e pressões por parte de Yossi Cohen, ex-diretor do Mossad, a agência de inteligência de Israel. Cohen teria tentado persuadir Bensouda a cancelar a investigação sobre crimes de guerra cometidos por Israel na Palestina. "O país mobilizou as suas agências de inteligência para vigiar, hackear, pressionar, difamar e alegadamente ameaçar funcionários seniores do TPI, num esforço para inviabilizar as investigações do tribunal", destaca o periódico britânico.
Em dezembro de 2019, Bensouda anunciou a abertura de uma investigação criminal completa sobre alegações de crimes de guerra em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, após concluir que havia motivos suficientes para um inquérito. Com isso, as ameaças e pressões de Cohen se intensificaram, incluindo investigações e pressões sobre a família de Bensouda. Fontes revelaram que o Mossad obteve transcrições de gravações secretas do marido de Bensouda para tentar desacreditá-la, mas sem sucesso.
Israel contou ainda com o apoio de Joseph Kabila, ex-presidente da República Democrática do Congo, na tentativa de intimidar Bensouda. Em março de 2021, Bensouda anunciou a abertura de uma investigação sobre crimes de guerra cometidos por Israel, após confirmar a jurisdição do TPI nos territórios palestinianos ocupados. Recentemente, Bensouda concluiu seu mandato e seu sucessor, Karim Khan, assumiu a investigação e manifestou o posicionamento de que pode pedir mandados de prisão para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, além do ministro da Defesa, Ioav Gallant, e dirigentes do Hamas por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.
Com informações do jornal britânico The Guardian
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