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Novas revelações da Operação Spoofing indicam que Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, solicitou à ONG Transparência Internacional (TI) que financiasse a hospedagem e alimentação de promotores venezuelanos no Brasil, em 2017. As mensagens vazadas mostram Dallagnol pedindo apoio financeiro e logístico, confidencialmente, para obter informações sobre corrupção na Venezuela. O código de ética da TI proíbe qualquer vantagem indevida a funcionários públicos, nacionais ou estrangeiros, para garantir influência ou tomada de decisão.
Em mensagens trocadas, Dallagnol discutiu com Bruno Brandão, diretor da TI Brasil, o apoio necessário para receber os promotores venezuelanos. A colaboração visava obter informações sigilosas sobre atos de corrupção na Venezuela, com os promotores frequentemente alegando perseguição pelo governo de Nicolás Maduro. A controvérsia também envolve o ex-juiz Sergio Moro, que sugeriu a Dallagnol a divulgação da delação da Odebrecht sobre propinas na Venezuela, apesar do sigilo imposto pelo STF.
Diante dos riscos, membros da força-tarefa expressaram preocupação com possíveis consequências, como convulsão social e retaliações do governo Maduro. Dallagnol respondeu caber aos cidadãos venezuelanos ponderarem os riscos e que eles tinham o direito de se insurgir. Em resposta à reportagem, Dallagnol afirmou que as mensagens tratavam de alternativas legais e que não houve intenção de vazar dados para a imprensa.
Com informações do Metrópoles
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