O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma posição firme em defesa da legalidade internacional ao solicitar a palavra na reunião do Conselho de Segurança da ONU, que ocorre nesta segunda-feira (5), em Nova York. O objetivo é contestar formalmente a agressiva ofensiva militar dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, que resultou no bombardeio à Venezuela e no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ao contrário da postura submissa e entreguista vista no período bolsonarista, o atual governo brasileiro retoma o protagonismo diplomático para frear abusos imperiais na região.
Mesmo sem ocupar uma cadeira permanente no Conselho, o Brasil fará uso da regra 37 do regimento interno para garantir que a voz da soberania sul-americana seja ouvida. O embaixador Sérgio Danese será o porta-voz da indignação do presidente Lula, que classificou a ação norte-americana como uma "afronta gravíssima" e um desrespeito inaceitável ao direito internacional. Para o governo brasileiro, esse tipo de intervenção rompe limites perigosos e ressuscita os períodos mais sombrios de interferência externa na política da América Latina e do Caribe.
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Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
A estratégia brasileira foca na defesa do multilateralismo e na busca por soluções pacíficas, denunciando que a captura de um líder estrangeiro em seu próprio território abre um precedente catastrófico para a segurança global. Interlocutores do Itamaraty reforçam que o Brasil está disposto a atuar como mediador, exigindo que as normas internacionais sejam respeitadas acima de interesses unilaterais de força. Embora se saiba que os Estados Unidos devem vetar qualquer resolução condenatória, a presença brasileira marca um limite ético e diplomático necessário contra o autoritarismo externo.
O cenário é de extrema tensão desde que autoridades americanas justificaram o ataque alegando crimes de narcotráfico para prender Nicolás Maduro e levá-lo aos Estados Unidos. No entanto, o Brasil não está sozinho nessa resistência: uma nota conjunta foi assinada com Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha. O bloco manifestou profunda rejeição ao uso da força e à violação da integridade territorial, reforçando que o destino da Venezuela deve ser decidido pelo seu próprio povo, através do diálogo e sem as ingerências que o bolsonarismo costumava aplaudir.
O documento internacional também alerta para o risco iminente à população civil e denuncia o que parece ser uma tentativa de controle externo sobre recursos naturais estratégicos da região. A nota reafirma a América Latina e o Caribe como zonas de paz, rejeitando qualquer tipo de apropriação de riquezas sob o pretexto de intervenções militares. O posicionamento brasileiro busca garantir que a força bruta não substitua a diplomacia, protegendo a estabilidade de todo o continente contra impulsos intervencionistas.
A participação brasileira na ONU hoje é um passo decisivo para reafirmar que o Brasil voltou a ter uma política externa altiva e independente. Enquanto setores alinhados ao extremismo de direita tentam validar ações militares unilaterais, o governo Lula utiliza as instituições globais para cobrar responsabilidade e exigir o fim de ações que colocam em xeque a paz mundial.
Com informações do DCM
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