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A tentativa desesperada de Flávio Bolsonaro de mimetizar o fenômeno argentino Javier Milei, adotando a tesoura como símbolo de sua campanha presidencial, virou motivo de chacota no Partido dos Trabalhadores. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, não poupou ironia ao comentar a estratégia do senador, afirmando que a tal tesoura deveria ser aplicada primeiro dentro da própria casa dos Bolsonaro. Para o dirigente petista, é vergonhoso que alguém com o histórico de sua família tente vender um discurso de austeridade enquanto acumula episódios de privilégios e uso indevido de recursos públicos.
Edinho Silva foi cirúrgico ao expor a hipocrisia da prole bolsonarista, citando nominalmente o deputado Eduardo Bolsonaro como exemplo de desrespeito ao dinheiro do povo. O presidente do PT lembrou que Eduardo passou meses nos Estados Unidos recebendo salário da Câmara sem trabalhar, uma prática que desmente qualquer intenção real de "cortar gastos" ou moralizar o setor público. Enquanto o clã tenta adotar símbolos de impacto para enganar o eleitor, a realidade dos fatos mostra uma família que sempre se serviu do Estado para manter seu padrão de vida e de seus aliados.
Veja a publicação de Flávio Bolsonaro no Instagram:


Nos bastidores da legenda governista, a avaliação é que o "teatro da tesoura" não terá eficácia no Brasil. A análise é que, ao contrário de Milei, que se apresentou como um elemento externo ao sistema na Argentina, os Bolsonaro são políticos de carreira com décadas de mandatos eletivos e exposição pública. Essa trajetória ligada à política tradicional e ao fisiologismo torna o discurso de ruptura de Flávio Bolsonaro pouco crível para o eleitorado, que já conhece as práticas da família no poder e a sua resistência em abrir mão de benesses.
A comparação com a motosserra de Milei é vista como uma tentativa superficial de importar uma estética que não se sustenta no contexto brasileiro. Dirigentes petistas reforçam que a simbologia da tesoura esbarra frontalmente nos escândalos recentes que marcaram a gestão de Jair Bolsonaro. O discurso de redução de despesas é facilmente desmentido pelo histórico de gastos astronômicos do governo anterior, que transformou a máquina pública em um balcão de interesses para proteger os filhos do ex-presidente de investigações judiciais.
Para Edinho Silva, o uso abusivo do cartão corporativo durante o mandato de Jair Bolsonaro é outra prova contundente de que a "tesoura" da família é apenas cenográfica. O presidente do PT reiterou que o povo brasileiro não esqueceu o quanto foi gasto na Presidência com itens supérfluos e viagens internacionais sem propósito institucional claro. A tentativa de Flávio Bolsonaro de posar como o "paladino dos cortes" ignora a memória recente da população sobre como a gestão bolsonarista tratou o orçamento público com total descaso.
A estratégia de Flávio Bolsonaro, portanto, nasce marcada pelo selo da desonestidade intelectual. Enquanto o governo Lula trabalha para reconstruir o Brasil e garantir investimentos em áreas sociais essenciais, a oposição extremista insiste em símbolos vazios para mascarar um passado de privilégios. A resposta do PT deixa claro que não haverá espaço para que a hipocrisia do clã Bolsonaro passe sem o devido enfrentamento político e a exposição das contradições de quem prega o corte de gastos para os outros, mas nunca para si mesmo.
Com informações do DCM
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