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O procurador Ailton Benedito, do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), que deu 48 horas para o Facebook explicar a retirada de 196 páginas e 87 perfis de fake news ligados ao MBL, organizou em Goiânia uma audiência chamada "Segurança Pública e Manifestações Sociais".
Entre os convidados, Kim Kataguiri, do MBL. "MBL e Vem pra Rua foram chamados porque organizaram grandes manifestações nos últimos anos. Coincidentemente, elas não descambaram para a violência generalizada. Pretendo ouvi-los justamente para entender por quê", disse o procurador à revista Piauí, como lembra o jornalista Kiko Nogueira, do DCM.
Em agosto do ano passado, depois da manifestação fascista em Charlottesville, nos EUA, que terminou na morte de uma mulher atropelada, ele publicou no Twitter que o nazismo era de esquerda. "Partido Nacional SOCIALISTA dos Trabalhadores Alemães, conhecido como NAZISTA. Os próprios nazistas se declaravam SOCIALISTAS", escreveu.
Ailton Benedito também mandou investigar banheiros ’unissex’ da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás por falta de identificação entre masculino e feminino e defendeu o Escola Sem Partido, dizendo "tratar-se apenas do exercício da cidadania".
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