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POR VINICIUS SEGALLA E GUSTAVO ARANDA
Em seu mandato como governador de São Paulo de 2011 a 2014, o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, gastou R$ 28 milhões do orçamento estadual voltado para a Educação comprando sem licitação milhares de exemplares das revistas e jornais Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo, Veja (Editora Abril), IstoÉ (Editora Três) e Época (Editora Globo).
As compras fazem parte de um programa de formação de docentes. No mesmo período, o Estado derrubou o valor global investido na formação de seus professores em 67,8%. Já o montante consumido anualmente com os jornais não teve qualquer queda.
De 2012 a 2015, de acordo com dados publicados pela Secretaria de Educação e pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o recurso anual destinado ao treinamento dos docentes caiu de R$ 86,9 milhões para R$ 28,9 milhões. Já as compras de exemplares de periódicos não só não caíram como foram renovadas. Em novembro de 2015, só com a Folha e o Estadão, foram contratadas as compras de milhares de edições impressas diárias até 2017, a um custo adicional de R$ 6 milhões.
Como consta no “Relatório de Gestão 2011-2014”, da Secretaria de Educação, em seu mandato de 2011 a 2014, Alckmin gastou em dinheiro da Educação com as grandes empresas da mídia um valor de, no mínimo, R$ 28 milhões.
Para tanto, o governo fez uso do programa “Salas de Leitura”, voltado para a formação de docentes. É que os jornais e revistas seriam deixados em salas de professores de escolas da rede pública, para incentivar a leitura.
Assim, só em 2013, o Estado comprou 5.200 assinaturas do Estadão por R$ 1.554.800; outras 5.200 assinaturas da Folha pelo mesmo valor; e 5.200 assinaturas da Veja por R$ 669.240, perfazendo R$ 3,8 milhões.
Segundo o relatório – compilado pela Fundação Estadual para o Desenvolvimento da Educação (FDE) – que administra o “Salas de Leitura” -, também “participam do programa” as revistas IstoÉ e Época.
A justificativa para as compras, conforme o documento oficial: “A FDE é responsável pela distribuição às escolas estaduais dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e das revistas Veja, IstoÉ e Época, com investimento de R$ 28 milhões, para formação e informação dos educadores.”
Já a explicação para ter feito a compra sem licitação é a de que tais produtos jornalísticos são únicos, não haveria no mercado concorrentes que pudessem resultar no mesmo objetivo buscado pelo Estado, qual seja, “formar e informar os educadores”.
O governo não informa, porém, por que tomou a decisão pela compra de tais publicações sem antes consultar a opinião dos próprios educadores que deveriam ser formados e informados pelos veículos escolhidos pelo Estado.
Cai investimento em formação de professores, mas não dinheiro para a imprensa
Assim, ao mesmo tempo em que tentava formar professores comprando exemplares da Veja e do Estadão, o governo Geraldo Alckmin derrubou o valor investido na formação dos docentes em 67,8%.
O próprio Estadão publicou reportagem sobre a derrubada no investimento em formação de professores promovida por Alckmin. Foi no dia 13 de julho de 2016. O título: “Estado de São Paulo reduz gasto para formar professores”. Todos os números da queda de 67,8% nos investimentos de formação dos docentes estão lá.
O que não consta na reportagem do jornal é a informação publicada no Diário Oficial do Estado do dia 28 de novembro de 2015, na página 42.
Leia tudo no Diário do Centro do Mundo
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-alckmin-gastou-r-28-milhoes-da-educacao-em-4-anos-com-jornais-e-revistas/
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