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A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, quer acabar com a fiscalização diária do processo de inspeção de carnes e derivados produzidos no País. A medida beneficia os frigoríficos, hoje submetidos a auditorias diárias feitas pelo servidores públicos do ministério. As regras de vigilância sanitária postulam que é função do governo fazer a inspeção sanitária diária da carne. O plano da nova ministra é estimular o ’autocontrole’ no setor.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destaca a fala da ministra: "simplificação não é precarização. Com responsabilidade e seriedade, vamos dar agilidade e reduzir custos. Com o autocontrole, a responsabilidade é do produtor, seja sobre os equipamentos, seu pessoal ou sobre a qualidade do que tem de sair dali. Ele deve cumprir a regra, o que ele terá de fazer é seguir um protocolo detalhado". Ela acrescentou: "a fiscalização do Ministério será uma auditoria feita de tempos em tempos. Se achar que não está bom, vai lá toda semana."
Segundo o jornal, "Tereza Cristina diz que o modelo atual limita a autonomia dos frigoríficos. Hoje, segundo ela, a produção não pode ser ampliada para o fim de semana porque os fiscais do ministério não trabalham sábado e domingo e não podem receber hora extra. ’Com essa medida, não tem problema nenhum, pode trabalhar sábado, domingo, à noite, três ou quatro turnos’, disse. ’Isso é o que esse governo novo quer implantar, onde puder. Cada um tem de tomar conta do seu pedaço, com responsabilidade’."
A medida significa, na prática, que não haverá fiscalização a maus tratos aos animais abatidos e nem à qualidade da carne produzida. Empresas corruptas como a JBS chegaram a vender carne estragada e frango com papelão no passado, isso porque havia fiscalização. Imagine o que farão sem a fiscalização.
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