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247 - Anunciados como uma das ações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em parceria com Israel para o Nordeste, os dessalinizadores já existem há décadas no Sertão. Professor de engenharia química da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Kepler Borges França é coordenador do Laboratório de Referência em Dessalinização, que pesquisa o tema há mais de 25 anos. De acordo com o estudioso, ao longo de 30 anos foram instalados de 3.500 a 4.000 dessalinizadores.
"Mas nem todos estão mais funcionando, não sabemos um número exato", afirma o docente. Os relatos desta matéria foram publicados no site Uol, que citou como fonte o Ministério do Meio Ambiente.
Segundo França, existem pesquisas brasileiras que fazem o país dominar várias técnicas modernas de dessalinização. "Temos a dessalinização por processos térmicos, por energia solar, através de destilação, por compressão de vapor, de membrana -- que é a mais utilizada mundialmente--, que vêm sendo utilizadas em comunidades. E também temos novos caminhos, como a membrana cerâmica, que nós da UFCG desenvolvemos", diz.
"Precisamos melhorar, óbvio. Mas o que precisamos é de mais investimento do governo federal e de órgãos de fomento para incentivar cientistas a desenvolver tecnologias e deixar de comprar membranas dos gringos, porque isso deixa mais caro o sistema", acrescenta.
Em 2004, foi criado o programa Água Doce, uma parceria do governo federal com os estados. A meta era implantar 1.200 equipamentos até o final deste ano. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, que coordena o projeto, 924 desses dessalinizadores foram contratados, sendo 575 em funcionamento, 147 em obras e 202 prestes a iniciar o processo de implantação.
A pasta afirmou ao UOL que a meta não foi totalmente cumprida porque "os convênios com os estados de Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão encontram-se na fase de diagnóstico, para em seguida iniciar a execução".
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