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Por Alex Solnik, para Jornalistas pela Democracia - Usando um uniforme esportivo e empunhando um tripé fotográfico, Jair Bolsonaro incitou a multidão que o aplaudia a "metralhar a petralhada", num dos atos mais infames de sua campanha presidencial. Mas, ao assumir, decidiu voltar a sua metralhadora giratória primeiramente em direção aos índios. Por uma canetada, transferiu a demarcação das terras indígenas para o ministério da Agricultura.
Ora, o que esse ministério sempre quis foi tomar terra dos índios. Seja para plantar, seja para explorar as riquezas mineiras do subsolo. E o meio de sobrevivência dos índios são as terras, mais precisamente, as florestas que estão em cima delas, porque eles vivem de caça. Reduzir terras significa reduzir caça e assim reduzir a capacidade de sobrevivência.
Sem terras, os índios terão de aderir à civilização branca ou desaparecer em breve por falta do que comer. Reduzir suas áreas também quer dizer aumentar o desmatamento, porque o agrobusiness precisa matar as árvores para crescer.
Bolsonaro encerra mais de 100 anos de proteção aos verdadeiros donos de todas as terras do Brasil. E quem criou a proteção aos índios foi um militar, o lendário Marechal Rondon, em 1910. E quem ampliou a proteção foi a ditadura militar, criando a Funai.
Bolsonaro matou a Funai com dois tiros. O primeiro foi transferi-lo para o Ministério do Pé-de-Goiaba; o segundo foi retirar dele a prerrogativa da demarcação das terras. A Funai acabou. Os índios não têm mais proteção.
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