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12/1/2019 06:53

Mamata comprovada: amigo de Bolsonaro não atende critérios técnicos para cargo com salário de 50 mil

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De Thais Reis Oliveira na CartaCapital.

Em meio às polêmicas em torno da promoção do filho de seu vice no Banco do Brasil e de uma nomeação desastrada na Apex, o presidente Jair Bolsonaro vem sustentando outra ascensão controversa. Dessa vez, ele indicou um amigo pessoal para um cargo de alta gerência na Petrobras.



O problema é que seu apadrinhado não atende aos critérios internos da empresa para ocupar o posto, que paga um salário mensal na casa dos 50 mil reais.

Conforme o próprio Bolsonaro anunciou na quinta-feira 10, seu amigo Carlos Victor Guerra Nagem foi indicado por ele à gerência-executiva de Inteligência e Segurança Corporativa (ISC), setor ligado diretamente à Presidência da empresa.



Em um post no Twitter — já apagado — ele alardeou a escolha como fim das indicações sem capacidade técnica. Mas, a julgar pelos critérios de seleção indicados pela própria Petrobras, Nagem nem de longe é o candidato ideal para a vaga.

A lista disponível na rede interna da empresa e obtida por CartaCapital determina que o indicado tenha pelo menos dez anos de experiência gerencial em empresa de grande porte ou do sistema Petrobras. Não é o caso do amigo de Bolsonaro.

Capitão de reserva da Marinha e mestre em Administração pela UFRJ, Nagem ingressou na Petrobras via concurso em 2007 como Administrador Júnior. Há seis anos, atua na ISC, lotado na região metropolitana de Curitiba. Seu cargo atual é Administrador Pleno, do qual pediu licença remunerada duas vezes para candidatar-se em eleições: em 2016 para vereador, e em 2018 para deputado estadual.

Em caso de progressão gerencial interna, o requisito é de atuação por pelo menos um ano como gerente geral ou três anos como gerente setorial. O indicado pelo presidente da República, porém, jamais ocupou tais postos desde que começou a trabalhar na estatal.

A remuneração para a vaga que Nagem ocupa atualmente gira em torno de 13 mil reais (a companhia não informa o valor específico de remunerações). Como gerente-executivo, passará a receber cerca de 50 mil. A área é responsável por toda a segurança própria e contratada da Petrobras, respondendo por centenas de contratos em todo o país. Natural do Rio de Janeiro, o amigo do presidente fazia parte do setor administrativo da ISC na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), na cidade de Araucária (PR).

A promoção Nagem foi recebida com estranheza nos corredores da empresa. Embora ponderem que Petrobras tenha um histórico de privilegiar escolhas políticas às escolhas técnicas, alguém com seu currículo demoraria décadas para chegar à gerência-executiva.

(…)

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14322 visitas - Fonte: carta capital

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