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O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que foi candidato do PT à Presidência da República, criticou por meio das suas redes sociais a decisão tomada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux de suspender a investigação criminal do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) sobre as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
Na postagem, Haddad diz que "O Jr. deu uma fraquejada", referindo-se a Flávio e a uma declaração antiga do agora presidente Jair Bolsonaro (PSL), de que após ter quatro filhos homens, havia dado uma "fraquejada" com o nascimento de sua quinta filha, uma menina.

Fux, que é vice-presidente do STF e responde por todos os processos durante o plantão judiciário, atendeu a uma reclamação de Flávio Bolsonaro, mas os argumentos não foram divulgados porque o caso corre em sigilo. A suspensão ficará mantida até uma nova análise pelo relator do caso na corte, ministro Marco Aurélio Mello. Ele e os demais ministros retornam do recesso no dia 1º de fevereiro.
Além de Haddad, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, também demonstrou indignação com a decisão de Fux, comparando o caso com o das acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso desde abril do ano passado em Curitiba. "Os pesos e medidas são muito diferentes. Para Lula, basta convicção, para os Bolsonaros nem documento público é considerado", disse no Twitter.
O coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, que foi candidato do PSOL à Presidência, também se manifestou, relembrando a frase polêmica dada pelo irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, de que bastaria "um cabo e um soldado" para fechar o STF.

O senador Cristovam Buarque (PPS) questionou o que o ex-juiz Sergio Moro, que foi titular da Lava Jato em Curitiba e hoje é ministro da Justiça e Segurança Pública, acha sobre o assunto.

O deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM) disse ser "no mínimo, suspeito" o pedido feito por Flávio Bolsonaro ao STF e que ele "cheira muito mal".

O integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) retuitou ainda posts feitos pelo vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM), que afirmou ter sido o primeiro a pedir para ser investigado quando surgiram acusações contra ele na imprensa. "Se isso for confirmado, sinceramente, só restam motivos para desconfiança. Quem não deve, não teme. Ainda mais uma simples investigação", disse a publicação retuitada por Kataguiri.
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