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Em meio aos escândalos sobre movimentações financeiras milionárias e os indícios cada vez mais fortes de envolvimento com milícias por parte do filho, o presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã desta sexta-feira (25) o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no Palácio da Alvorada, em Brasília. Flávio chegou à casa do pai às 8h, duas horas depois de o presidente ter desembarcado. O presidente tem sinalizado nos últimos dias que o filho, deputado estadual e senador eleito está sob sua proteção institucional
Nesta semana caiu uma "bomba" no colo da família Bolsonaro, após a polícia do Rio prender suspeitos de envolvimento com o assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSol). A mãe de um deles - o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega - trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio. O parlamentar também já tinha feito homenagens ao policial quando este estava na prisão. O ex-PM também é suspeito de integrar o chamado Escritório do Crime, organização de pistoleiras que faz exploração ilegal de imóveis, como fornecimento de energia clandestino, e teria como outra atividade assassinatos sob encomenda - um deles seria o de Marielle.
O filho do presidente já vinha sendo destaque no noticiário nacional por causa das movimentações do seu ex-assessor Fabrício Queiroz, que movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica", de acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão também identificou 48 depósitos de R$ 2 mil entre junho e julho de 2017.
Segundo o Coaf, a primeira-dama Michel Bolsonaro, também foi favorecida, com um cheque de R$ 24 mil. Ela será investigada pela Receita Federal.
O senador eleito negociou, ainda, dois apartamentos em bairros nobres do Rio de Janeiro, no valor de R$ 4,2 milhões, entre 2014 e 2017. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o período de aquisição é o mesmo em que o Coaf identificou uma movimentação de R$ 7 milhões nas contas de Fabrício Queiroz.
O mesmo jornal divulgou nesta semana que, de 2012 a 2014, Flávio Bolsonaro fez operações de compra e venda de imóveis com características consideradas suspeitas de lavagem de dinheiro por ter lucrado lucrou 260% no período. Em novembro de 2012, o parlamentar adquiriu dois imóveis em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Pagou R$ 310 mil pelos dois imóveis e os revendeu um ano e três meses depois, por mais que o triplo do preço, rendendo-lhe um lucro de R$ 813 mil.
Nesta semana, Jair Bolsonaro disse que, se o seu filho mais velho errou e forem apresentadas provas, ele "vai ter que pagar" pelos atos dele. "Se, por acaso, ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar", afirmou o presidente à Bloomberg.
Depois, durante entrevista à Record, Bolsonaro chamou seu filho de "garoto". "Não é justo atingir um garoto para tentar me atingir".
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