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O Tribunal de Contas da União (TCU) julga nesta terça-feira (9) a farra das diárias da Lava Jato: irregularidades no pagamento de diárias a procuradores da Lava Jato que teriam causado um prejuízo de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos. Além do ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos), o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também é apontado como responsável.
A sessão está marcada para 10h30 e tem como relator o ministro Bruno Dantas.
Segundo o Ministério Público junto ao TCU, procuradores da força-tarefa poderiam ter usado opções mais econômicas de diárias e passagens. Em vez de serem transferidos para Curitiba, os procuradores recebiam ajuda financeira para trabalhar na capital, como se estivessem em uma situação transitória.
Segundo Bruno Dantas, ficaram configuradas as seguintes irregularidades: 1) falta de fundamentação adequada para a escolha desse modelo, visto que alternativas igualmente válidas não foram devidamente consideradas; 2) violação ao princípio da economicidade, porquanto o modelo escolhido mostrou-se mais dispendioso aos cofres públicos; 3) ofensas ao princípio da impessoalidade, tanto na opção pelo modelo mais benéfico e rentável aos participantes quanto na falta de critérios técnicos que justificassem a escolha de quais procuradores integrariam a operação.
Em mensagem publicada no Twitter, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) lembrou que, se condenado, Dallagnol pode ficar inelegível.
A farra das diárias da Lava Jato, comandada por Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot, será julgada. Prejuízo de 2,6 mi. Deltan foi condenado por mim no CNMP e foi sentenciado a me indenizar e também ao @Lulaoficial. É ficha suja, inelegível.
— Renan Calheiros (@renancalheiros) August 9, 2022