1216 visitas - Fonte: O Globo
Após terminar a sua primeira disputa presidencial em terceiro lugar, com 4,1% dos votos válidos, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) sinalizou que pode apoiar petista no segundo turno. A emedebista terninou à frente do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que desidratou na reta final da campanha e acabou em quarto lugar, com 3% dos votos.
Ao lado de sua candidata a vice, Mara Gabrilli, a senadora Simone Tebet disse que vai esperar a posição de seu partido, o MDB, além dos aliados Podemos, Cidadania e PSDB para declarar seu apoio no segundo turno. Mas pediu que as legendas tenham pressa em decidir e disse que fará seu posicionamento em até 48 horas.
— Não esperem de mim omissão, tomem logo a decisão porque a minha já está tomada. Eu tenho lado, e vou me pronunciar no momento certo. Eu só espero que vocês entendam que este não é qualquer momento no Brasil. É importante que a gente durma e olhe o resultado das urnas em cada estado. É momento de decisão e ação — declarou.
A candidata começou sua fala, em seu comitê de campanha, celebrando os quase 4,2% de votos e dizendo que ela e a vice, Mara Gabrilli, saíram do pleito “gigantes”. Ela ainda declarou que a candidatura foi fruto de persistência e da “coragem de duas mulheres”. E que a campanha foi desenhada justamente para “marcar posições” entre as mulheres na política.
— Conseguimos fazer uma caminhada muito bonita, estou muito feliz com o resultado que nós conseguimos obter — afirmou.
A expectativa é que a senadora decida nesta semana se deve ou não abrir diálogo com Lula. Pessoas próximas a Tebet acreditam que ela poderá fazer um "apoio crítico" ao petista, vinculado ao cumprimento de alguma de suas promessas de campanha. O martelo, no entanto, só deve ser batido depois de quarta-feira, após posicionamento oficial do MDB, que caminha para se manter neutro no segundo turno e liberar o apoio nos estados.
Interlocutores de Lula ventilaram a ideia de convidar Tebet para um ministério, mas a senadora nega que tenha interesse. Como mostrou o GLOBO, nos bastidores, em tom de brincadeira, petistas tratam-na como “futura ministra”.
O fato é que o futuro de Tebet ainda é uma incógnita e que ela estará sem mandato para a próxima legislatura. Pessoas próximas avaliam que caso assuma um ministério, Tebet se manteria em evidência para projetar sua imagem para o pleito de 2026.
O certo até agora é que ela vai ajudar o MDB nas eleições municipais, servindo como cabo eleitoral para candidatos a prefeito. Dirigentes do MDB defendem que ela ainda atue na construção de candidaturas femininas.
Com a votação deste domingo, Tebet não conseguiu tornar-se a candidata do MDB mais votada em uma eleição à Presidência — Ulysses Guimarães terminou a disputa de 1989 com 4,7%. A senadora, que foi referendada postulante da terceira via por MDB, PSDB e Cidadania, começou a disputa com 1% de intenção de voto e desconhecida da maior parte da população.
O resultado de Tebet, apesar de ainda distante do segundo colocado, foi comemorado pela campanha e pelo próprio partido. Correligionários da senadora avaliam que ela se consolidou como uma liderança política, o que abre caminho para a construção de uma candidatura mais competitiva em 2026.
Tebet fez uma campanha com foco no Sudeste e marcada pelos embates contra Bolsonaro nos debates presidenciais. A senadora deu ênfase às pautas femininas e sociais, colocando propostas como um ministério paritário e a criação de uma bolsa para jovens que concluírem o Ensino Médio.
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