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Um dia depois da prisão do seu chefe de investigação, a delegada titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Adriana Belém, entregou o cargo nesta sexta-feira (31). Segundo a Polícia Civil, "a decisão foi tomada para garantir a lisura das investigações conduzidas na unidade distrital".
Jorge Luiz Camilo Alves foi detido na operação Intocáveis II, que prendeu 33 pessoas por indícios de ligação com a milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.
Alves é citado como um dos três policiais civis envolvidos com o grupo. Seis policiais militares também são suspeitos de envolvimento. Alves trabalharia realizando “o recolhimento e repasse de valores espúrios para outros agentes, de modo a garantir a impunidade das ações” da milícia.
Em entrevista ao CBN Rio, a delegada confirmou que a saída está ligada à prisão de Camilo. Ela afirmou ainda que não pode ser responsabilizada por nenhum outro ato que não tenha sido dela.
"Na medida em que houve esse lamentável episódio, eu acho que é razoável, para garantir a lisura e a isenção das investigações que ali estão em andamento, eu preferi entregar a titularidade da delegacia para que as investigações sejam conduzidas da forma mais séria possível. Foi um fato que me pegou também de surpresa, que outro delegado vá para lá e toque as investigações com a lisura e o comprometimento que eu sempre tive", disse ela na entrevista.
O delegado Giniton Lages, que foi titular da Delegacia de Homicídios, será o novo titular da 16ª DP. Ele investigou o assassinato de Marielle até março de 2019 e foi responsável pela prisão de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, assassinos de Marielle e Anderson. Ele foi estranhamente afastado do caso 1 semana após a prisão dos dois.
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