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A Polícia Federal revelou um ato alarmante de espionagem ocorrido durante a gestão de Jair Bolsonaro: Alexandre Ramagem, então diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), imprimiu uma lista com informações detalhadas de inquéritos eleitorais da PF no Rio de Janeiro. O caso, que ganhou o nome de "Vigilância Aproximada", investiga a espionagem ilegal realizada pela Abin sob o comando de Bolsonaro.
Conforme reportagem de O Globo, a lista, produzida em fevereiro de 2020, continha dados como o número do inquérito, nome do investigado, cargo político e partido, com um uso intensificado do sistema First Mile durante as eleições. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, confirmou a impressão dessas informações sigilosas por Ramagem, reforçando a gravidade da situação e autorizando buscas e apreensões em endereços ligados a Carlos Bolsonaro.
As investigações apontam que a Abin sob Bolsonaro tentou favorecer membros da família presidencial. Moraes também destacou o uso da Abin para monitorar o caso da ex-vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, indicando que cerca de 30 mil pessoas foram ilegalmente monitoradas, segundo Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
Em uma tentativa de defesa, a Abin declarou ser a "maior interessada" na apuração dos fatos, afirmando estar colaborando com as investigações sobre o uso indevido da ferramenta de geolocalização entre 2019 e 2021. No entanto, Ramagem negou ter acessado senhas de sistemas de monitoramento para a espionagem de autoridades e cidadãos.
Este episódio ressalta a urgência de se investigar e responsabilizar os envolvidos neste esquema de espionagem, um claro atentado às liberdades democráticas durante o governo Bolsonaro.
Com informações do Brasil 247
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