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O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, tomou uma atitude firme ao enviar um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de quarta-feira (31), requisitando detalhes sobre a espionagem ilegal realizada pela chamada Abin Paralela durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo, Pacheco busca esclarecer a situação em que senadores e deputados federais foram monitorados ilegalmente.
O pedido de Pacheco visa obter a lista dos políticos que foram espionados, diante das acusações de que cerca de 30 mil pessoas foram ilegalmente monitoradas durante a gestão de Alexandre Ramagem, então chefe da agência de inteligência e atual deputado federal.
“Tais ações, se confirmadas, representam uma séria violação das garantias constitucionais, especialmente no que tange à privacidade e ao sigilo das comunicações. A espionagem de parlamentares, além de violar direitos individuais, atenta contra a integridade do exercício do mandato e o sigilo das fontes,” enfatiza Pacheco no documento.
Ele categoriza o episódio como extremamente grave, envolvendo o uso indevido de recursos da Abin e de tecnologia de espionagem estrangeira, especificamente o software israelense FirstMile, que resultava na armazenagem dos dados fora do Brasil.
Pacheco ainda critica a postura dos parlamentares bolsonaristas, incluindo Ramagem, que se opõem às investigações da Polícia Federal sobre a Abin Paralela e tentam impedir as ações judiciais em curso, que incluem buscas e apreensões envolvendo deputados aliados a Bolsonaro.
Com informações do Brasil 247
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