734 visitas - Fonte: PlantãoBrasil/X
A pesquisa aponta que, nos municípios com alta desigualdade de renda, mulheres que não eram beneficiárias do Bolsa Família apresentaram um risco 17% maior de mortalidade por câncer de mama em comparação com aquelas que recebiam o benefício. Este dado sugere que o programa de transferência de renda pode estar contribuindo para a redução das disparidades de saúde entre grupos socioeconômicos.
O estudo também destacou a influência da desigualdade de renda nos municípios sobre a mortalidade por câncer de mama, revelando que quanto maior a segregação econômica, maior é o risco de morte pela doença. Mesmo em cidades com alta segregação, o Bolsa Família parece ter um efeito mitigador, reduzindo o risco de mortalidade.
A maioria das mulheres analisadas no estudo eram pardas, seguidas por brancas, pretas, indígenas e asiáticas. A incidência de mortalidade variou significativamente em relação ao nível de segregação dos municípios, sendo mais elevada em áreas com alta segregação.
Joanna Guimarães, pesquisadora associada ao Cidacs/Fiocruz Bahia, ressaltou a importância do estudo, que se concentra na saúde da mulher e não apenas em aspectos infantis ou doenças infecciosas. Ela aponta que o aumento da renda familiar proporcionado pelo Bolsa Família pode ter melhorado o acesso das mulheres a serviços de saúde preventivos, como mamografias, contribuindo para a detecção precoce do câncer de mama.
Guimarães também sugere que o rastreamento e exame clínico das mamas poderiam ser incluídos entre as condicionalidades do Bolsa Família, potencializando a detecção precoce e contribuindo para a redução da mortalidade.
Com informações da Agência Brasil
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