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A Polícia Federal revelou um esquema de espionagem ilegal, conhecido como "Abin paralela", que operou durante o governo de Jair Bolsonaro, direcionado a figuras proeminentes, incluindo membros da CPI da Covid e políticos divergentes. Entre os monitorados estavam senadores influentes como Otto Alencar, Rogério Carvalho, Humberto Costa, Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, além de ex-governadores como João Dória e Camilo Santana, este último atual Ministro da Educação.
Os ex-deputados federais Kim Kataguiri e Alexandre Frota, que romperam alianças com Bolsonaro, também foram alvos dessa vigilância clandestina. A investigação da PF aponta que a Abin buscava proteger os interesses da família Bolsonaro, usando métodos ilegais de espionagem para monitorar supostos opositores.
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, enfatizou a gravidade da situação, indicando que a organização criminosa infiltrada na Abin usou métodos ilegais para a realização de ações clandestinas direcionadas contra pessoas ideologicamente qualificadas como opositoras. Moraes também mencionou o uso da Abin na gestão bolsonarista para monitorar o caso Marielle Franco, ex-vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018.
Cerca de 30 mil pessoas foram monitoradas, segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacando a extensão e a profundidade da vigilância executada pela Abin paralela. Este escândalo sublinha não apenas as práticas antiéticas e ilegais de espionagem, mas também a postura autoritária do governo Bolsonaro em suprimir a dissidência e proteger seus próprios interesses.
Com informações da BAND
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