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O ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enfrenta uma decisão crucial sobre a validação do acordo de delação premiada do ex-PM Ronnie Lessa, acusado de assassinar Marielle Franco e Anderson Gomes. Apesar de sua histórica afinidade com Jair Bolsonaro (PL), Araújo parece inclinado a não decidir sozinho, podendo levar o caso para a Corte Especial do STJ.
Araújo, que recentemente se tornou o novo corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem um histórico de votações que favorecem Bolsonaro. Em julgamentos anteriores de inelegibilidade do ex-presidente, Araújo votou contra as condenações, alegando falta de influência negativa suficiente em um caso e julgando improcedentes os pedidos em outro.
Agora, com a delação de Ronnie Lessa potencialmente implicando outras figuras, a PF investiga um possível segundo mandante do crime. O acordo, ainda não homologado, aponta Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, como um dos mandantes. A PF busca fechar o caso até março, quando o assassinato completa seis anos.
A delação de Lessa, negada por seu advogado e pela sua filha Mohana, tem gerado controvérsia. Mohana ameaça cortar laços com o pai se ele admitir o crime para firmar o acordo. Ela e o advogado de Lessa insistem na inocência dele.
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, padrinho político de Marielle, acompanha de perto as investigações, confiando no trabalho da PF e enfatizando a importância de descobrir os responsáveis pelo crime.
A decisão de Raul Araújo, dado seu histórico e a complexidade do caso, é aguardada com grande expectativa.
Com informações da Revista Fórum
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